Revista Pet Bunny e Cia

terça-feira, 27 de julho de 2010

Belíssimo trabalho!!

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domingo, 25 de julho de 2010

Encantador!!!

<a href="http://video.br.msn.com/?mkt=pt-br&amp;from=&amp;vid=4bc44c78-20c0-4fdf-aa5b-7a9b0e622a1c&amp;from=pt-br" target="_new" title="Cachorro fofo brinca com bebê">Vídeo: Cachorro fofo brinca com bebê</a>((•)) Ouça este post

sábado, 24 de julho de 2010

O Encantador de Cães

Por Dagomir Marquezi

"Conheci o trabalho de Cesar Millan escrevendo uma grande matéria sobre cães para a revista Galileu. Li seu livro The Dog Whisperer e, a princípio, achei seus conceitos meio esquisitos. Millan é um imigrante mexicano que se tornou uma celebridade nos EUA como um especialista de cães. Ele propunha no livro algo muito simples: que os humanos tratassem os cães como… cães. Ele não declara isso abertamente, mas seu alvo é a cultura que nos faz mimar cães à imagem de nossas carências afetivas. Com isso, os transformamos em bibelôs, em eternos bebês viciados em carinho, tédio e comida fácil.

Cesar Millan resume sua linha de ação em três palavras: disciplina, liderança e (muito) exercício. Só assim, segundo ele, os cães crescem felizes, seguros e com menos neuroses. Se eu tinha alguma dúvida sobre sua eficácia, essa dúvida acabou quando passei a assistir ao seu programa, O Encantador de Cães, que passa praticamente todos os dias no canal Animal Planet.

O mexicano Millan está fazendo o mundo inteiro enxergar os cães de uma forma diferente. Ele mostra casos aparentemente impossíveis de cães neurotizados por maus-tratos ou excesso de poder. E, ao final de cada programa, os cães estão evidentemente num estado de paz e integridade maior do que no começo.

O mais curioso é que seus métodos – e resultados – são muito parecidos com os de outro programa, Super Nanny, dedicado à reeducação de crianças humanas e suas famílias. O que só reforça a ideia de que, afinal, somos todos animais."

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=73646

Site do Cesar Millan (traduzido): http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.cesarsway.com/&ei=rSxLTPLBI4-GuAfMhZ2yDQ&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=1&ved=0CCwQ7gEwAA&prev=/search%3Fq%3DCesar%2BMillan%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGLL_pt-BRBR382BR382%26prmd%3Divo

Entrevista com Cesar Millan: http://www.pequenoscaes.com.br/materia_exclusiva/entrevista_cesar_millan.php

Hablas español? Assista:



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Venda de filhotes é proibida em pelo menos 35 cidades dos EUA


Pet shops de pelo menos 35 cidades dos EUA atenderam aos pedidos de grupos pelos animais e baniram a venda de filhotes, conscientizando possíveis compradores a respeito da adoção.
De acordo com matéria publicada no site da UPI, centenas de donos de comércios da nação já pararam de vender animais e algumas cidades estão proibindo, por lei, a venda de cães, gatos e outros bichos pequenos.
O apelo por “pet shops amigas dos animais” foi promovido pela Humane Society dos Estados Unidos, a maior organização americana de proteção animal.
“Essas lojas dão um exemplo positivo de responsabilidade que outras empresas deveriam seguir”, disse a diretora da campanha antifábrica de filhotes da HSUS Stephanie Shain. “Pet shops que se beneficiam da indústria cruel de filhotes precisam fazer a coisa certa e parar de vender animais. Abrigos do país todo estão lotados de animais que precisam de um lar.”
Esse mês, a Câmara da cidade de West Hollywood votou de forma unânime para banir a venda de gatinhos e cachorrinhos, enquanto a cidade de São Francisco está debatendo a questão em um nível muito mais abrangente.
Em West Hollywood, Califórnia, que em 2002 mudou a lei municipal para referir-se a cães e gatos como companheiros e não pets, as lojas terão autorização para vender animais de abrigos do sul do estado, mas não animais vindos de criadouros comerciais.
Já São Francisco propôs uma lei que tornaria ilegal a venda de qualquer animal.
“As pessoas compram animais pequenos no impulso, sem saber onde estão se metendo, e os animais acabam em abrigos, sendo frequentemente sacrificados”, disse a congressista Sally Stephens. “É isso que queremos abolir.”
Críticos dizem que a lei de São Francisco vai além do apelo para acabar com fábricas de filhotes e exploração animal. Alguns dizem que deveria existir um período para o possível consumidor pensar antes de adotar um animal, evitando o impulso do momento. Outros dizem ainda que proibir a venda de animais irá apenas criar um mercado negro na área.
São poucas as lojas que ainda vendem animais e o hamster é a maior vítima das compras por impulso. Não existem grupos de resgate para hamsters e quase todos os roedores rejeitados acabam sacrificados.
“É definitivamente uma preocupação”, disse Rebeca Katz, diretora da San Francisco Animal Care and Control.
Não existem argumentos a favor de fábricas de filhotes, que criam milhões de animais por ano em condições chocantes e cruéis, sendo que muitos desenvolvem problemas psicológicos sérios ou danos permanentes à saúde. Animais de criadouros são abusados e abandonados quando ficam velhos ou “menos ativos”, e os filhotes crescem em pequenas gaiolas ou canis sem oportunidade de socialização ou contato com humanos.
A Humane Society diz que de três a nove mil pet shops vendem filhotes, principalmente por meio de websites atraentes.
“As pessoas vêm um filhotinho fofo numa gaiolinha, mas não veem onde ele foi criado e as condições degradantes em que seus pais vivem”, disse Kim O’Brien, sócio da Uppity Puppy de Oakland, Michigan.

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=74607
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Vigilância Sanitária continua com campanha de microchipagem gratuita de cães, em GO

No dia 15 de julho foi realizado mais um dia “D” de Adoção de um Amigo, promovido pela VISAM, Vigilância Sanitária Municipal de Chapadão do Céu, em GO.

Naquele dia foram adotados 15 animais e chipados 29. No Canil Municipal existem, atualmente, 10 cães apreendidos.

Os primeiros 200 animais que entrarem no programa de chipagem, para controle de animais, receberão o ponto eletrônico gratuitamente. Alertam os agentes da VISAM que restam poucas unidades para serem implantadas gratuitamente.

O próximo Dia “D” de Adoção de um Amigo será definido e amplamente divulgado.

A chipagem é a colocação de um ponto eletrônico embaixo da pele do animal, que pode ser lido por um transponder ligado a um programa de computador que faz a leitura do cadastro do animal.

Caso o cão com transponder seja perdido e ao ser encontrado ou entregue ao VISAM, imediatamente é possível saber todos os dados de seu tutor, por meio da leitura do chip.

Fonte: http://ocorreionews.com.br/v4/index.php?option=com_content&view=article&id=2666:visam-continua-com-chipagem-gratuita-de-caes&catid=39:chapadao-do-ceu&Itemid=80


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terça-feira, 20 de julho de 2010

Vegetariano... ser ou não ser?

Quem acompanha o blog, sabe que costumo postar vídeos, imagens, notícias, sobre animais. Sejam boas ou más. Assisti esse vídeo e na verdade, já sabia o que iria ver, mas mesmo tendo cenas fortes, fui até o fim. Coincidência ou não, fui almoçar hoje e no meu prato, tinha carne. Ao mesmo tempo que apreciava o sabor, lembrava que tratava-se de um ser indefeso que foi morto para me agradar naquele momento. Dispersei o pensamento e continuei. Chegando em casa, deparei-me com esse vídeo no site do ANDA. Eu contribuo para que cenas como essas continuem, assim como você, que está lendo.
Se eu a partir de hoje decidir ser vegetariana, essa matança não vai acabar. Por outro lado, se todo mundo tiver essa postura, o resultado pode ser diferente. Mas acontecerá isso algum dia?
Não vou negar que tenho pensado razoavelmente no assunto. Comida vegetariana é muito saborosa, amiúde, mais que a "normal".
Além disso, o mais importante: é saudável e pode servir até como remédio para algumas enfermidades, e isso é comprovado cientificamente e todo mundo sempre ouve e sabe mas... nada muda.
Vídeos como esse me comovem? Claro que sim, como a muitos, sem dúvida, mas parece não ser o suficiente para a mudança até porque, ao fim do filme, lamentamos consternados e vamos olhar e-mail, ver tv e esquecidos, vamos nos alimentar com algo de origem animal.
Eu mesmo, adoro leite e é um problema isso pra mim. Pode faltar tudo em casa, menos leite. Essa abstinência seria o maior obstáculo pra mim, pois o resto, não faço questão de verdade.
Pois é isso, tenho pensando sobre o assunto e convido aos leitores fazerem o mesmo. Apenas pensar, pois do pensamento podem surgir ações grandiosas.
O vídeo como já mencionei, tem cenas fortes para os mais sensíveis, mas é bom ver, nos faz pensar em muita coisa.

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domingo, 18 de julho de 2010

Muito fofo!! Já imaginou ter um??



Nesse vídeo fiquei numa expectativa tão grande, torcendo para ele conseguir logo, dá um agoniiiia!!! Não gosto de bicho preso... embora tenha um...


Uma das mais novas manias nos Estados Unidos é o Hedgehog, ouriço terrestre de origem africana e único bicho de estimação coberto de espinhos do mundo. O sucesso desse pequeno notável deve-se à singularidade da aparência, que combina o corpo exótico com uma carinha cativante, e à facilidade de criação devido ao estilo de vida independente - que permite deixá-lo sozinho por diversos dias -, além de ter baixo custo de manutenção.
Esses ouriços têm até direito a pedigree. Devido à recente organização dos criadores, nos casos em que o nome dos avós e bisavós seja ignorado, o documento é emitido incompleto. "Fornecemos um pedigree contendo dados como espécie, idade, cor e proprietário", diz Bryan Smith. A entidade mantém, ainda, mais de 150 Hedgehogs, cruzando diferentes espécies para desenvolver novas cores. "Já conseguimos mais de 80 tonalidades diferentes", informa.

No Brasil, o Hedgehog é praticamente um desconhecido. Do ponto de vista legal, segundo Francisco Neo, do Ibama, nada impede a importação. Pode ser feita por pessoas e empresas, desde que obedecidas as normas da portaria que regulamenta o assunto (Portaria 29/94). O Ibama analisa caso a caso. "Basicamente deve ser apresentado um projeto sobre a manutenção dos casais matrizes, sua identificação (com tatuagem ou através de implante de microchips), bem como a garantia de fornecimento, aos compradores, de Nota Fiscal e de um texto educando a não soltar os Hedgehogs na natureza, para evitar o desequilíbrio da fauna", explica ele. Informa também que uma nova portaria está em estudo - ela visa regulamentar a posse e a comercialização dos animais exóticos.

Leia mais em: http://familiapet.uol.com.br/outros/outros/hedgehog.htm((•)) Ouça este post

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Inacreditável

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Sem palavras...

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Orquestra de Hamsters!!! Uma graça!!!

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No Inferno, todos vestem roupas brancas

Por Denise Terra

Ainda não amanheceu, estamos diante da chuva e do frio do inverno gaúcho à espera do ônibus que irá nos guiar até um dos maiores matadouros do RS. Somos estudantes de medicina veterinária, cursando uma disciplina obrigatória de inspeção de produtos de origem animal. A maioria de nós encontra-se eufórica, à espera dos ‘momentos emocionantes’ do dia. Eu estou em um canto, sendo observada de perto pela professora e o coordenador do curso, que ao saberem que sou vegana e ativista, temem que eu tenha um colapso na linha de matança.

Entramos no ônibus e seguimos viagem. No caminho, a sensação de que as cenas que eu teria que presenciar não seriam diferentes daquelas filmadas clandestinamente em matadouros ao redor do mundo, e ao mesmo tempo o sentimento inequívoco de que estaria prestes a presenciar uma série de crimes considerados ‘necessários’ pela humanidade.

Chegamos! Ao abrir a porta do ônibus, já somos tomados pelo impregnante odor adocicado da matança das aves que ocorre dentro do estabelecimento. Adentramos o local, após termos vestido roupas brancas especiais, e começamos a visita no sentido contrário ao fluxo produtivo para evitar contaminações no produto final. Trata-se de um corredor estreito, com o pé direito baixo, quase um túnel, que desemboca em uma luz amarela intensa, para repelir insetos. Nossa guia, então, abre a porta e entramos na parte final da produção. Um sistema complexo de esteiras e ganchos, chamados nórias, passam por nossas cabeças, e neles estão fixadas pelas patas as carcaças de frango, que pingam incessantemente uma gordura fétida acrescida da água hiperclorada utilizada em sua higienização.

Sob as esteiras estão os funcionários que trabalham em pé, diante de uma bancada, na maioria mulheres, que nos olham com curiosidade e espanto. A expressão em seus rostos é de uma tristeza marcante, mesclada pelo cansaço físico dos movimentos repetitivos que têm que executar diariamente. O barulho do local é ensurdecedor e, conforme andamos, o cheiro forte torna- se cada vez mais desagradável. Em cada bancada, os funcionários devem desempenhar uma função, chamadas de linhas de inspeção, que são classificadas por letras do alfabeto. Em cada letra ocorre a retirada padronizada de determinados órgãos. Um grupo de mulheres, muitas sem luvas, trabalham retirando com as mãos, com uma destreza impressionante, a vesícula biliar das carcaças em processo de evisceração. Mais adiante, outra funcionária dedica-se a ‘pescar’ com uma barra de metal as carcaças que caem no chão, para destiná-las à graxaria, onde serão transformadas em produtos não-comestíveis. Durante a passagem das nórias podemos observar que cada uma apresenta uma marcação com uma cor, o que serve para fazer a contagem final dos frangos por produtor e repassar o lucro referente ao dia.

Uma máquina especial remove toda a carne restante presa nos ossos, que farão parte da liga que irá compor os caros e adorados nuggets. Estamos agora diante dos chillers, equipamentos responsáveis pelo aquecimento seguido de um resfriamento rápido das carcaças, com a finalidade de eliminar contaminantes biológicos da carne. Os chillers nada mais são do que grandes piscinas vermelhas de sangue com partículas de gordura que ficam boiando na superfície, onde os frangos ficam embebidos.

Olho para o chão e tudo o que vejo é sangue e uma quantidade absurda de água que parece verter de todos os lados para a limpeza das carcaças – estima-se que para a limpeza de cada carcaça de frango se gaste em média 35 litros de água! Desvio o olhar para cima e vejo carcaças sangrentas passando por minha cabeça, pois estamos nos aproximando do início do processo, quando começam a surgir aves com cabeças e penas, que são retiradas em uma máquina específica, o que deixa o chão lotado de penas brancas.

Nossa guia nos avisa que estamos chegando à linha de matança. Há uma diminuição abrupta da luz, onde funcionários trabalham quase no escuro. Os índices de depressão dos funcionários que exercem essa função são extremamente elevados, devido à insalubridade. Trata-se do início do processo de insensibilização. A luz é reduzida com a finalidade de reduzir a atividade e o estresse dos animais, que são extremamente sensíveis a este estímulo. A esteira segue com as aves penduradas na nória pela pata, de cabeça para baixo e agora passam por um túnel, onde sofrem eletronarcose – isto é, são molhadas e eletrocutadas, de modo que isso as atordoe, mas sem causar a morte. As galinhas seguem estáticas pela esteira, onde logo encontram uma serra, que fica presa a uma espécie de roda, e têm suas gargantas cortadas. Nossa guia nos explica que dependendo do tamanho das aves a altura da lâmina deve ser ajustada, para reduzir a margem de erros no corte mecanizado.

Na sequência, algumas galinhas encontram-se com o pescoço intacto, enquanto outras, mesmo com a traquéia perfurada, começam a se mexer, visivelmente conscientes. Um funcionário tem então como tarefa cortar o máximo de pescoços de galinhas que falharam na serra automática, mas a esteira passa em uma velocidade assustadora, são muitas aves que devem morrer hoje para atender à demanda do mercado, cada vez mais voraz por carne de frango. Não há tempo para cortar o pescoço de todas as intactas, nem de abreviar o sofrimento daquelas que se debatem. As aves seguem para serem escaldadas em água fervendo.

Fomos levados ao local do recebimento das cargas. Vemos caixas e caixas com mais aves do que espaço interno, em algumas há mais de dez animais. São tantas que muitas estão fora das caixas, respiram ofegantes, com o bico aberto pelo estresse e pelo medo. Elas estão há dez horas em jejum, sendo permitido o abate somente até doze horas após o início do jejum. O trabalho segue em ritmo frenético. Uma colega encontra uma galinha solta e a pega, colocando-a, de forma orgulhosa, em outra caixa que segue na esteira rumo à serra automática, emitindo um comentário de que estava feliz por ter conseguido pegá-la. Descemos as escadas e nos deparamos com o caminhão que as trouxe. Somos instruídos a não passar muito perto, pois poderíamos ser bicados pelas aves apinhadas dentro das caixas. Nos afastamos um pouco e, em poucos momentos, vemos aves soltas em cima do caminhão. Elas tentam voar mas não conseguem, e muitas acabam caindo direto no chão. Um funcionário aparece com um gancho e as junta pelas patas, como se fosse inços em meio a grama. Violentamente, ele junta o máximo de aves que pode pegar com cada mão. As aves estão penduradas apenas por uma das patas. Então, alguém lembra que ele poderia ser mais delicado e pensar no ‘bemestar’ animal, afinal, deste modo, os frangos podem apresentar lesões graves como rupturas e fraturas, o que compromete o retorno financeiro pela carcaça.

Somos encaminhados para uma espécie de área de descanso dos funcionários, onde esperamos pelo veterinário responsável pelo setor de suínos para nos acompanhar na visita deste setor. Neste momento uma funcionária, escorada por mais duas colegas, passa em estado de choque por nós. Ela estava sangrando muito na mão. Acabou de sofrer um acidente de trabalho. Ela chora muito, a lesão parece grave. Uma colega nossa se manifesta rindo, dizendo que não vai comer o frango que ela estava eviscerando na hora que se machucou! Muitos acham graça e riem. Mais à frente vejo uma placa dizendo ‘Estamos a ZERO dias sem acidentes de trabalho’ e, logo abaixo, ‘Recorde sem acidentes:83 dias’.

No setor de suínos, passamos pelo mesmo ritual de antissepsia e adentramos outro corredor estreito com luzes amarelas. Meu nariz ainda está impregnado com o cheiro da morte das galinhas e meus ouvidos ainda não se acostumaram ao barulho estridente das máquinas, que são fortemente audíveis mesmo com o uso de protetores auriculares. Uma porta se abre, e atrás do veterinário estão centenas de carcaças de porcos mortos pendurados pela pata traseira, passando pela esteira. O tamanho do animal impressiona. O veterinário nos conta que ali são abatidos 2350 suínos por dia! Os funcionários agora são em sua grande maioria homens, muitos aparentemente se orgulham de sua função, e riem enquanto serram o abdômen do animal e retiram as vísceras. Neste setor a esteira anda mais lentamente, devido ao tamanho do animal e a menor quantidade de animais que estão sendo abatidos, quando comparado ao setor de aves. Há sangue por tudo.

Para caminhar, temos que desviar das carcaças de 100 kg penduradas sobre nossas cabeças. Os funcionários realizam seu trabalho em etapas específicas da produção, uns arrancam a cabeça, enquanto outros em outra parte da sala removem os órgãos internos e outros ainda são responsáveis pela identificação de qual cabeça pertence a que corpo, através de um sistema de numeração para posterior inspeção de possíveis lesões que possam causar danos à saúde pública. Mais à frente vemos uma impressionante sequência de dezenas de porcos abatidos subindo de uma andar ao outro pelo sistema de esteiras. Somos convidados a ir até o andar de baixo onde ocorre a sangria. Para chegarmos lá temos que descer uma escada helicoidal estreita e escorregadia, devido à presença de gordura suína sob nossas botas. No meio desta escada existe uma espécie de calha por onde passam os animais mortos, ainda cheios de sangue. Nossa roupa está tapada de respingos de sangue.

De repente a temperatura do ambiente muda e começamos a sentir um calor e um barulho atípicos do lugar. Olho então para frente e vejo a cena de uma carcaça pendurada por uma pata passar por uma espécie de jogo automatizado de chamas. Durante os poucos segundos que dura o processo, podemos ver as carcaças envoltas de uma labareda azul, e sentimos um forte cheiro de pêlo queimado. As labaredas são utilizadas para eliminar os resquícios de cerdas após a remoção dos pêlos, previamente removidos por um sistema de borrachas. Chegamos finalmente na sangria. Os gritos estrondosos dos animais deveriam fazer qualquer um perceber que não é possível existir bem-estar diante da banalização da morte. Ao invés disso, muitos riem cada vez que um suíno é grosseiramente empurrado por um funcionário, munido de uma vara capaz de disparar choques de baixa intensidade, em direção a uma espécie de escorregador totalmente fechado dos quatro lados. No fim do escorregador está um funcionário de aparência assustadora com uma barra com uma espécie de ‘U’ na ponta. O ‘U’ é encaixado na cabeça do animal e suas pontas ficam em contato com a região temporal do crânio, onde um choque de grande intensidade é disparado. O animal cai como uma pedra, gerando um barulho característico de seu corpo desabando sobre a esteira metálica. Muitos apresentam contrações involuntárias nas patas, e parecem estar dando coices. Com uma destreza impressionante o funcionário seguinte corta a garganta do animal. Através do orifício na traquéia jorram litros de sangue. O veterinário nos explica que neste momento o animal ainda não está morto, mas que “conforme as boas práticas de bem-estar animal, estes devem morrer dentro de no máximo seis minutos”, após ocorrer a total eliminação do sangue pelo bombeamento cardíaco. Na verdade, o real motivo para que não se aceite a morte do animal em tempo superior a este, é evitar que a carcaça fique PSE – ‘pale, soft, exsudative’, ‘pálida, friável, exsudativa’, pois este tipo de produto não apresenta a qualidade necessária exigida pelo mercado, e consequentemente há perda nos lucros.

Somos levados até os currais onde podemos ver os suínos vivos serem empurrados para o escorregador. Eles estão em pânico, uns sobem sobre os outros, enquanto nos olham fixamente nos olhos com a real expressão do horror. Os gritos tornam-se cada vez mais altos e o funcionário os empurra com o bastão de choques. Mais atrás está outro funcionário com uma espécie de relho feito de sacos plásticos, e o desfere contra o lombo dos animais para estes andarem na direção da matança. O veterinário nos explica que o relho é feito deste material para não machucar os animais. Isto constituiria crueldade, algo condenável pelo ‘bem-estar animal’, valor muito importante dentro da empresa, e que poderia acarretar em lesões cutâneas, afetando negativamente o valor da carcaça.

Por fim, podemos ver os currais de chegada, onde os caminhões descarregam diariamente os animais para o abate. É neste local que deve ser feita a inspeção ante-mortem pelo veterinário da inspetoria. De acordo com os preceitos da humanização da morte, todos aqueles animais que chegam com fraturas na pata e que não conseguem mais se locomover adequadamente devem ser removidos em separado e enviados para a matança imediata, isto é, devem ter o direito de ‘furar a fila’ a fim de que o seu sofrimento seja abreviado. O veterinário, com muito orgulho, faz questão de dizer que “o processo precisa ser feito”! E que já que é necessário, “é preciso fazê-lo com dignidade e respeito pelos animais”; Ele ainda afirma que na indústria é possível assegurar que estes animais não passam por sofrimento, e que o seu fim é muito menos cruel do que seria se fossem predados por um leão na natureza!

Neste momento, é difícil conter o riso diante da tortuosidade do raciocínio exposto. Em local algum do mundo teríamos mais de 2000 suínos sendo predados em cadeia por leões vorazes, sistematicamente, todos os dias. Ao que consta, leões não têm a capacidade de raciocínio semelhante a um humano. Eles não podem fazer escolhas, simplesmente porque não têm como refletir sobre as consequências dos próprios atos. Leões não planejam estrategicamente como irão matar suas presas a fim de terem lucro com isso, e tampouco consideram normal a condição de degradação de outros seres de sua própria espécie em prol da satisfação do luxo de outros poucos. Apenas o ser humano é capaz de ter estratégias para a exploração máxima de todos aqueles capazes de sofrer sem de fato considerar isso. Hoje, muito se fala sobre bem-estar animal, porém trata-se apenas de um modo mais refinado de justificar injustificáveis fins.

O bem-estar animal agrada a muitos, pois consegue suavizar o sofrimento e a culpa daqueles que sustentam a indústria da morte, e ajudam a aumentar os lucros através de medidas que teoricamente são adotadas para beneficiar os animais, mas que são norteadas pelo aumento da produtividade e qualidade do produto final. O limite do ‘bem-estar animal’ vai até onde o marketing e o lucro podem vislumbrar. É inacreditável que, para a grande maioria, ingenuamente, esse ainda seja visto como o caminho para o fim do sofrimento. O sofrimento animal apenas poderá ser reduzido quando criarmos coragem para defender o direito dos animais, através da abolição do consumo de seus corpos para a satisfação fugaz de nossos desejos egoístas.

* Denise Terra é formanda em Medicina Veterinária

Fonte: http://www.institutoninarosa.org.br((•)) Ouça este post

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lilly - uma linda holland lop

Nessa sequência de vídeos, observará as mudanças durante o desenvolvimento de uma coelhinha da raça holland lop, é muito lindo!!










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Tuig passeando no Dique do Tororó com o pai

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Brutus - um urso de estimação

Podem acreditar, não é montagem!



Trechos de uma entrevista com Casey Anderson:

Como você e Brutus se conheceram?
Brutus era um filhote de urso pequeno, que nasceu em um parque de vida selvagem que estava superpovoado. Infelizmente, uma vez que é um urso nascido em cativeiro, eles não podem ser libertados na natureza ea única opção que tinha era esse parque para sacrificá-lo. Tomei consciência de que era realmente e já jogando em torno da idéia de começar um santuário de ursos, essencialmente, para salvar os ursos nessa situação. Então Brutus foi o primeiro resgate ...

Mesmo nessa idade eles não podem ser aprovadas por um urso selvagem?
Não, eles não vão. As fêmeas não adoptar e, sem aprender as habilidades selvagem que a mãe natureza seria capaz de ensinar, eles simplesmente nunca iria sobreviver. É uma coisa lamentável, o melhor cenário possível, todos os ursos estariam em estado selvagem. Infelizmente, os ursos continuam a ser os ursos e preciso de um lugar para ir quando o selvagem não é uma opção.

Alguma vez você já teve alguma situações assustadoras com Brutus, onde ele ficou irritado e revidou?
Não é com ele. Mesmo antes de trabalhar com Brutus, eu tinha muita experiência com ursos nascidos em cativeiro e em estado selvagem e eu comecei a conhecê-los bem - a linguagem corporal e coisas assim. E uma das regras n º 1 eu sempre tenho em minha mente é que o Brutus é um urso e respeitá-lo. Eles não são imprevisíveis, eles estão constantemente projetando suas intenções que são e como eles estão sentindo. Então, eu evitar situações assustadoras e colocando-me a eles. E você sabe, é por isso que ele funciona.

Você pode apresentá-lo a outras pessoas e isso é bom também?
Eu acho que a resposta é esta que eu nunca faria isso, mas eu não acho que ele iria ser violento com ninguém. Eu acho que ele seria sempre muito legal e descontraído. Ele pode ser um pouco irreverente, não gostam de saber. Meu maior medo ou a pior coisa que ele poderia fazer era dizer: "Oh, hey, e só colocar em você." Que pode ferir, 900 quilos.



Leia e veja mais em: http://www.chicagonow.com/blogs/show-patrol/2010/04/casey-andersons-expedition-wild-with-brutus-the-bear.html


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terça-feira, 6 de julho de 2010

A égua Molly


Esta é Molly. Ela é uma égua salpicada de cinza que foi abandonada pelos seus donos quando o furacão Katrina atingiu o sul da Louisiana. Ela passou semanas
perambulando solta antes de finalmente ter sido resgatada e levada a uma fazenda onde animais abandonados estavam aglomerados.
Enquanto esteve lá, ela foi atacada por um cão pitbull terrier e quase morreu. Sua pata direita dianteira mordida se infecionou, e seu veterinário buscou ajuda na LSU, mas a LSU estava sobrecarregada, e esta égua estava abandonada. Você sabe como estas coisas são.
Mas após o cirurgião Rustin Moore encontrar Molly, ele mudou de idéia. Ele observou como a égua era cuidadosa ao se deitar em lados diferentes para não desenvolver feridas, e como ela deixava que as pessoas cuidassem dela. Ela protegia sua pata machucada, mudando constantemente seu peso para não sobrecarregar a pata boa. Ela era um animal inteligente com uma grande ética de sobrevivência.
Moore concordou em amputar sua pata abaixo do joelho, e construiram um membro artificial temporário. Molly saiu caminhando da clínica e sua história
realmente começa aqui.
"Este era o cavalo certo com um dono certo" - Moore insiste. Molly foi uma paciente especial. Ela era muito resistente, mas ao mesmo tempo doce, e tentava colaborar mesmo sentindo dor. Ela compreendia que estava em dificuldades. Além do mais, conseguiu uma nova dona que realmente se dedicou a providenciar os cuidados diários necessários por toda a vida do animal.
A história de Molly tornou-se uma parábola de vida na Louisiana pós-Katrina....
Esta pequena égua ganhou peso e sua crina ganhou mãos que a penteasse. Um desenhista de prótese humana construiu sua perna. O protético deu à Molly uma nova vida, diz Dra. Allison Barca, veterinária de Molly.
E ela pede ajuda. Ela estende sua pata amputada, e vem até você pedindo que coloque a prótese no lugar. Algumas vezes ela quer que a prótese seja retirada.
E algumas vezes, Molly se afasta da Dra. Barca - Pode ser bem complicado quando você não consegue pegar um cavalo de três patas - ela diz rindo.
O mais importante de tudo - Molly tem um novo trabalho.
Kay a proprietária da fazenda de resgate começou a levar Molly a abrigos, hospitais, asilos e centros de reabilitação em qualquer lugar onde ela via que as pessoas precisavam de esperança. Aonde Molly ia, ela mostrava às pessoas sua pata. Ela inspirava as pessoas e se divertia fazendo isso.
- É óbvio que Molly tem um grande papel a desempenhar na vida - Moore disse. Ela sobreviveu ao furacão, já sobreviveu a um grave ferimento e agora está passando esperança para outras pessoas.
Dra. Barca concluiu: "Ela ainda não voltou ao normal, mas está melhorando cada vez mais... Para mim, ela é símbolo de força e coragem."

Esta é a prótese mais recente de Molly. A foto abaixo mostra a face que toca o solo, onde uma carinha sorridente foi gravada... Aonde Molly for, ela deixa uma pegada de casco sorridente no chão.



Fonte: http://www.institutoninarosa.org.br/








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segunda-feira, 5 de julho de 2010

A atriz Adriana Birolli relata, às gargalhadas, como torturou e matou animais no escotismo

Quem costuma ficar acordado até mais tarde e assistir televisão talvez tenha testemunhado recentemente um momento muito perturbador durante a programação de uma das principais emissoras do país.

No dia 8 de junho, a atriz Adriana Birolli, que alcançou fama nacional em 2009 devido à sua participação na novela Viver a Vida da Rede Globo, foi a convidada do entrevistador Jô Soares, que comanda um programa estilo ‘talk show’ nos moldes do americano David Letterman.

Durante a entrevista (assista aqui), Adriana foi instigada por Jô a relembrar seus tempos no escotismo, um fato de sua biografia muito explorado pela atriz em entrevistas, tanto que há pouco tempo ela foi homenageada pelos Escoteiros do Brasil (leia aqui). E foi nesse ponto da entrevista que a conversa se tornou a narrativa de um filme de horror e uma ofensa para qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade e respeito aos animais.

Adriana começou a descrever em detalhes gráficos como ela matava animais em exercícios de sobrevivência como escoteira. No caso, as vítimas eram galinhas e coelhos fornecidos aos escoteiros como as vítimas a serem sacrificadas. A atriz descreveu “com água na boca” como ela rodou uma galinha pelo pescoço e perseguiu uma outra ‘galinha de ovos’. Depois ela conta como um coelhinho defecou enquanto ele a assistia matar seu ‘irmãozinho’. Ler esse trecho, estremeceu meu coração...(Gêisa)
"O coelho é mais fácil: você pendura ele pela patinha, segura ele pela orelha e dá uma cacetada, que ele morre", relata a atriz às gargalhadas, sem demonstrar nenhuma empatia pela dor do animal que ela torturou e matou. (Reprodução/TV Globo)

"Não, tudo bem, eu mato. Mas achei que eu só teria que dar uma machadada", confessa, aos risos, a atriz Adriana Birolli, sobre a reação que teve ao saber que teria de matar uma galinha

Passado o choque de ouvir esse tipo de relato na televisão, fica a pergunta: embora Adriana não estivesse falando em nome dos escoteiros, ela claramente relatou uma experiência que viveu dentro e por meio do escotismo. Que impacto teria esse tipo de exercício na formação do caráter de uma criança e na sua relação com animais humanos e animais não- humanos?

Leia mais em: http://www.anda.jor.br/?p=71444

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Projeto de lei prevê acordo para guarda de animais de estimação após separação


Um projeto de lei determina que um juiz deve decidir quem vai ficar com o animal de estimação nos casos de separação litigiosa de casais. O texto está tramitando no Congresso Nacional.

Há oito anos, Gucci chegou à casa da fonoaudióloga Camila Starling, como presente de um namorado. Quando a relação terminou, eles tentaram fechar um acordo. “Ele falou que gostaria de ver o cachorro às vezes. Falei que tudo bem. Só que, depois, a situação se inverteu. Ele fica com o cachorro e, sempre que posso, pego”, contou ela.

A advogada Simone Andrade disse que, depois da separação, Arthurzinho e Jade ficaram com ela. O ex-marido sempre visitava os bichinhos. Mas ele casou de novo e resolveu, por conta própria, pagar uma pensão para os dois. “Eles são como filhos para mim”, afirmou a advogada.

Mas nem sempre a partilha dos animais de estimação é tranquila. A veterinária Eliane Silva da Criz já presenciou mutias brigas.

O Congresso Nacional está analisando um projeto de lei para os casos de separação litigiosa. Segundo o texto, se não houver acordo, o juiz decide com quem fica o animal. De acordo com a proposta, há possibilidade da guarda unilateral ou compartilhada, e os tutores devem combinar, em audiência, os direitos e deveres de cada um. Quem descumprir, perde a guarda.

Assista ao vídeo da reportagem, clicando aqui.

Leia mais sobre o assunto:
http://arcadenoe.sapo.pt/artigo/caes_e_divorcio/584
http://www.revistabianchini.com.br/e_o_bicho/com_quem_fica_o_pet.html

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=70831
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Célula Mãe


A Célula Mãe é uma entidade sem fins lucrativos criada em 2003 , com o objetivo de promover o bem-estar e o respeito aos animais. Referência para entidades governamentais e não governamentais, a atuação da Célula Mãe é reconhecida na Bahia. Sua proposta é promover o controle populacional de animais carentes e educação das comunidades para a posse responsável, como estratégia de atingir a causa raiz dos abandonos e maus-tratos de cães e gatos, interligando profissionais (em particular os médicos veterinários), saúde pública, proteção animal, voluntários e sociedade para a promoção do bem estar de todos.

Visite o site e conheça esse trabalho: http://www.celulamae.org.br/
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Meu querido Hamy

Consegui finalmente, registrar esse momento. O jeito que ele inventou pra dormir, acho tão bonitiiiinho!!!

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